PAAPM - Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar

 

Finalidade:

     Propiciar suporte psicológico tanto aos policiais militares expostos a eventos potencialmente traumáticos, os quais podem desencadear comprometimentos à saúde emocional, como também aos profissionais que, a despeito do envolvimento nesses episódios, venham apresentar algum tipo de alteração comportamental.

 

Objetivo:

     De acordo com a N.I. n.º PM3-003/03/02, de 15AGO02, o PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E APOIO AO POLICIAL MILITAR tem por objetivo:

 promover o reequilíbrio psicoemocional do policial militar, favorecendo o desenvolvimento pessoal e o conseqüente uso produtivo de suas potencialidades;

 promover a interação do policial militar com a sociedade;

 fortalecer princípios éticos e morais de  hierarquia e disciplina;

 intervir na prevenção de ocorrências que tenham como resultado morte e/ou lesões corporais, no sentido de salvaguardar a integridade do policial militar, da comunidade e dos infratores, levando à reflexão sobre outras formas de atuação;

 maximizar a qualidade dos serviços prestados para a sociedade;

 prevenir comportamentos  lesivos ao próprio Policial Militar e à sociedade, minimizando o grau de exposição ao risco, e reduzindo os efeitos traumáticos.

 

Fases: 

O Programa é desenvolvido em três fases:

 1ª Fase: Avaliação Psicológica Inicial;

 2ª Fase: Estágio de Aprimoramento Profissional (EAP)  -  Desenvolvimento Psicoemocional (17 dias letivos à disposição das atividades);

 3ª Fase: Comissão de Análise e Acompanhamento Psicológico.

 

PROTOCOLO CIENTÍFICO 

     A partir de uma pesquisa científica, realizada entre 2006 e 2009, verificou-se que a técnica de atenção psicológica aplicada pelos profissionais do CASJ na 2ª Fase do PAAPM (relativa ao Estágio) é eficaz quanto à terapêutica das memórias traumáticas. Por meio de imagens obtidas em exames de ressonância magnética funcional, foram investigados os circuitos neuronais subjacentes ao resgate de memórias de policiais militares afetados por traumas psicológicos, o que permitiu a demonstração da eficácia.

     O protocolo envolveu pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), da Universidade Federal de São Paulo (GRAAC-Unifesp), da Philips Medical Systems, do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Medicina da Santa Casa e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

Seção responsável:

Seção de Aprimoramento Profissional e de Acompanhamento Psicológico (SAPAP)